Mostrando postagens com marcador Textos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Textos. Mostrar todas as postagens

6/01/2015

Google mostra tecnologia de tecido sensível ao toque

O Google demonstrou uma nova tecnologia de tecido sensível ao toque, e a marca de roupas Levi’s foi anunciada como parceira do Project Jacquard.



A tecnologia consiste na implantação de fios condutores em tecidos, permitindo que um jeans, por exemplo, se torne uma plataforma sensível ao toque. A ideia pode ser aplicada a todo tipo de tecido, independentemente da cor e do tamanho. No caso da Levi’s, isso pode funcionar com as calças jeans.

Assim, o tecido atua como uma tela sensível ao toque, ou um touchpad. Não fica muito distante da realidade a utilização das suas calças como uma superfície sensível.
O Google demonstrou, na conferência I/O, uma jaqueta sensível ao toque. O material se mostrou sensível à pressão e conseguiu até mesmo detectar movimentos suaves.

O usuário poderia atender a um telefonema por meio de um comando no tecido, por exemplo. Também seria possível dar um toque na roupa para trocar de música no celular, ou avançar um podcast. Isso sem precisar tirar o celular do bolso, ou um relógio inteligente.[Fonte: Imasters]

ATIVIDADE:

1. Produza um texto reflexivo e crítico sobre as possibilidades de uso dessa tecnologia para a educação contemporânea.

7/15/2013

iPad vai revolucionar o ensino, diz criador de escolas Steve Jobs



A tecnologia desenvolvida pela empresa de Steve Jobs inspira um novo modelo de escolas

Foto: Getty Images
“O mundo está mudando cada vez mais rápido, principalmente sob a influência da revolução digital.” Assim começa o manifesto do grupo holandês “Educação para uma nova era”, iniciativa que pretende revolucionar o formato de ensino nas salas de aula do mundo. Partindo de quatro princípios - unir o mundo real ao virtual, reconhecer diferentes tipos de talento, desenvolver habilidades coletivamente e aproximar a escola da comunidade -, as Escolas Steve Jobs, como estão sendo chamadas pelo uso do iPad como principal ferramenta pedagógica, tentam se adequar à vida no século 21. “Para a educação, a tecnologia cria novos desafios, bem como novas oportunidades”, declara o manifesto.
O pesquisador holandês Maurice de Hond, 65 anos, é um dos criadores do projeto. Para ele, as escolas atuais preparam as crianças para uma realidade que já não existe. “Em casa, as crianças vivem em um mundo multimídia, interativo e digital. E quando elas vão para a escola, elas veem como eram as coisas no passado. É um museu onde as crianças são preparadas para 1990 em vez de 2020”, diz.
Em casa, as crianças vivem em um mundo multimídia, interativo e digital. E quando elas vão para a escola, elas veem como eram as coisas no passado. É um museu onde as crianças são preparadas para 1990 em vez de 2020
Maurice de Hondespecialista em tecnologias
Foi em casa que Hond percebeu o potencial da tecnologia no mundo da educação. Uma de suas filhas (são cinco), então com menos de 2anos, pegou seu iPad e o manuseou com muita familiaridade. “O que me surpreendeu foi ela ter mostrado habilidades que eu jamais diria que uma criança daquela idade teria”, conta o holandês. “Era a revolução das crianças tomando forma”, revela.
Dali em diante, em 2010, com a parceria da professora Irene Felix, do especialista em educação digital Erik Verhulp e do diretor educacional Luc de Vries, Hond, que a princípio não tinha interesse em se envolver com o mundo da educação por considerá-lo “conservador” demais, passou a dar corpo à ideia de uma nova escola, preparada para os novos tempos. “Comece pelo novo olhando para o velho, em vez de começar pelo velho olhando para o novo”, ensina Hond.
Essa nova escola, que, para Hond, aproxima o real e o virtual, traz consigo a necessidade de uma reestruturação física e organizacional. A sala de aula tradicional, com quadro-negro, cadeiras, um professor à frente de 30 alunos, perde espaço para ambientes diferenciados e instigantes, como ateliês e classes com um número reduzido de crianças. Os potenciais máximos de cada realidade - física e virtual - devem ser explorados, explica Hond. “O prédio é o lugar onde as crianças se encontram no espaço físico. Use essa oportunidade para fazer as coisas em que o mundo virtual é inferior: se concentre em atividades físicas, interação social e cooperação”, afirma.

Com seus iPads constantemente próximos (dentro e fora das salas), os alunos têm a escola virtual disponível sempre e em toda a parte. Hond defende o uso do aparato tecnológico, pois ele auxilia a criança de uma forma que um professor, atento a toda uma turma, não consegue. “As crianças aprendem o que os professores conseguem ensinar, e normalmente o desenvolvimento pessoal do aluno é restringido pela velocidade do desenvolvimento médio da sala de aula. O iPad é uma ferramenta personalizada de ensino perfeita, pela qual a criança é capaz de desenvolver-se fora da zona de conforto do professor”, aponta. Tudo isso, ressalta Hond, mostra que o papel do professor está se tornando mais o de um guia e treinador do que de alguém que está dando uma lição para toda a classe.
Grupos por idades
Outra mudança de formato nessa nova sala de aula é a divisão por idades. O grupo “Educação para uma nova era” defende que as crianças sejam divididas em dois grupos etários: 4 a 7 anos e 8 a 12 anos. As atividades coletivas acontecem entre as 11h e as 15h, horários que os alunos devem estar presentes no colégio. Fora desse turno, é o próprio estudante que define, com o professor, sua tabela horária.

Os aplicativos utilizados no iPad pelas crianças registram os avanços conquistados e estão disponíveis para avaliação dos pais e professores, podendo ser substituídos se não apresentarem os resultados esperados. Outro uso da ferramenta é para a criação: “Nós queremos que os pupilos usem os iPads para registrar o que aprendem e sabem, seja através de vídeos, áudios, fotos, animações. Esse é um valor novo e revolucionário do tablet que se diferencia do velho formato de ensino”, analisa Hond.
Inicialmente, 11 escolas ensinarão sob os preceitos da “educação da nova era”. Elas abrem as portas em agosto de 2013, em diversas partes da Holanda. No entanto, revela Hond, muitas outras instituições estão mostrando interesse por esse novo formato de ensino, e novas Escolas Steve Jobs poderão surgir em 2014. Hond explica que o nome das instituições, além de se referir ao uso de iPads, é uma homenagem ao criador da Apple, que, na sua visão, “mudou o mundo com produtos que unem tecnologia e criatividade”.
O questionamento levantado pelo manifesto do grupo holandês “Educação para uma nova era” ecoa pelo mundo: “Nós realmente preparamos nossos alunos para o futuro em vez do passado?”. No fundo, a verdadeira questão, aponta Hond, não é a tecnologia, são as pessoas. “Nossa iniciativa é um pouco uma jornada ao desconhecido. Mas muitos professores sentem que atualmente estão presos em um sistema antigo, no qual as crianças têm se desenvolvido muito fora da escola com o uso de ferramentas digitais. O que estamos dizendo a eles é que os componentes mais importantes para o professor são: confiem nos jovens, não queiram controlar tudo e deixem as crianças surpreendê-los”, ensina.[Fonte: Terra]

6/26/2013

Aula tradicional perde espaço para alunos cada vez mais conectados

A professora April Burton explica as regras da gramática francesa ou detalha expressões e aspectos do vocabulário do idioma como faria normalmente numa sala de aula, só que em um vídeo de cinco minutos que seus alunos assistem em casa, na frente de seus computadores ou através de seus smartphones.
No dia seguinte, eles farão os exercícios práticos na presença dela, de acordo com chamado método "invertido", uma forma diferente de ensino, possível graças às novas tecnologias digitais que estão transformando a educação.
Burton, professora do Liceu Francês Francis Howell, em Cottleville, no estado do Missouri, decidiu lançar mão dessa estratégia pedagógica porque sentiu que "as coisas precisavam mudar". "Havia tanto o que fazer com os estudantes, mas nunca tínhamos tempo", conta.
Essa estratégia de ensino é popular nos Estados Unidos desde a postagem na internet dos vídeos da Academia Khan (http://www.khanacademy.org/), que oferece gratuitamente milhares de cursos e exercícios online.
Para levar esta metodologia adiante, a professora precisou modificar um software e criar uma página na internet e um novo tipo de apresentações de PowerPoint. "Madame Burton", como a professora passou a ser chamada no seu site, tem 14 anos de experiência e explica as regras da gramática ou detalha expressões e aspectos do vocabulário em um vídeo de cinco minutos que seus alunos assistem de casa.
"A aula tradicional deixou a sala de aula e os estudantes agora aproveitam o tempo em sala para fazer exercícios, pesquisas pessoais, trabalhos em grupo e apresentações", disse.
No vídeo em que explica a conjugação do verbo "pouvoir" se pode ouvir sua voz, vê-la escrevendo no quadro e sublinhando as palavras. Para ensinar os adjetivos demonstrativos, a professora adiciona desenhos e fotos. "Na verdade, o que digo com um Power Point, antes seria explicado em aula", explicou.
O estudante abre de casa o vídeo no computador, no tablet ou no celular e pode fazer as lições no seu ritmo, além de fazer anotações. Caso não entenda alguma coisa, pode perguntar no dia seguinte na sala de aula.
"Entro na sala, falo individualmente com cada estudante e vejo se há alguma pergunta. Passo a conhecê-los melhor, já que estou falando de igual para igual", disse Burton.
"Em tese, há muito tempo se pode dizer aos estudantes: 'Peguem o livro em casa, leiam este capítulo e venham fazer as tarefas na escola', mas, se isso funcionasse, já seria feito há muito tempo. Porém, o vídeo é uma maneira muito mais fácil", explica à AFP Pascal-Emmanuel Gobry, fundador da Noosphere, uma empresa de pesquisa voltada para a relação da educação com as novas tecnologias.
Os tablets, smartphones e reprodutores de música, cada vez mais sofisticados, podem armazenar milhares de aplicativos, softwares, conteúdo e imagens que podem ser fartamente usados na educação, para ampliar ou completar um curso online.
"As novas tecnologias mudaram o ensino, assim como a revolução industrial transformou a sociedade agrária", explica Mike Kaspar, representante da Associação Nacional de Educação (NEA), o maior sindicato de professores dos Estados Unidos.
Para Gaspar, essas tecnologias mudaram "a forma de passar o dia na escola, de pensar a conveniência ou não de utilizar livros impressos ou digitais, vídeos, jogos, etc.", acrescentou.
TeachThought, uma plataforma online para educadores, prevê que, até 2028, ocorrerá uma perda de docentes e escolas, com focos de resistência e "aumento das desigualdades socioeconômicas", sobretudo pelo custo da tecnologia.
Burton destaca que as crianças de hoje são diferentes das gerações anteriores, que se sentavam em suas carteiras e recebiam as informações que os professores os davam. "Elas estão o tempo todo jogando, enviando mensagens de texto para os amigos, vendo vídeos no Youtube. Não se pode esperar que se sentem em uma sala de aula e escutem", opina.
Mackenzie Klotzbach, de 15 anos, gosta das aulas "invertidas". "Chego pronta para a aula, aprendo melhor", disse. "O futuro, o passado, o imperfeito... fácil. Mas os pronomes dos complementos de objeto são um pouco difíceis!" [Fonte: Terra]

6/13/2013

Estudo: alunos não acham aulas úteis e reclamam de falta de tecnologia

Uma pesquisa feita com jovens de baixa renda no ensino médio de São Paulo e do Recife indica possíveis motivos para o desinteresse de muitos desses estudantes pela escola. Entre as causas, estariam a falta de conexão entre as disciplinas e as necessidades reais dos alunos; as faltas e o pouco contato dos professores; o baixo uso e até proibição de tecnologia nas escolas.
Disciplinas úteis
Cerca de 1 mil jovens responderam à pesquisa, segundo o artigo que detalha o estudo. Desses, 78,8% e 77,6% dos alunos consideram úteis as disciplinas de língua portuguesa e matemática, respectivamente. Já no caso de geografia, história, biologia e física, menos de 36% dos estudantes as consideram úteis. A pior avaliada foi literatura: 19,1%.

Absenteísmo
Os alunos reclamam das faltas dos professores. Dos entrevistados, 42% disseram não ter tido pelo menos uma das aulas programadas. O jovens dizem muitas vezes também haver um conflito com o educador - sem relação com frequência, pontualidade e outros aspectos técnicos, mas com problemas individuais.

Tecnologia
A pesquisa indica que, mesmo com a baixa renda (46,6% das famílias dos jovens entrevistados possuem ganham menos que R$ 1,5 mil), 70,7% têm acesso à internet e 57,6% usam celular e tablet para conferir sites e redes sociais.

A proibição de uso de dispositivos móveis, a dificuldade de acesso à internet e falta de uso de tecnologia em aula também são alvos de queixas. Conforme 73,8% dos entrevistados, sua escola têm computadores, mas 37,2% dizem nunca ter usado o equipamento.
Ambiente e segurança
Outra queixa dos jovens é em relação ao ambiente escolar. Para 38%, as salas são mal conservadas e a maioria deles liga este problema à sensação de insegurança nos colégios. Nem todos os alunos entrevistados tinham equipamentos básicos em suas instituições de ensino - computadores, bibliotecas e quadras de esporte - e, quando eles existem, em mais de um quarto dos casos a utilização deles nunca ocorre.

Escola e projeto de vida
A quinta reclamação mais comum entre os estudantes é a suposta falta de relação entre a escola e sua vida. Para um em cada cinco alunos, as aulas servem somente para conseguir um diploma. Para eles, as disciplinas não têm relevância para sua vida, mas o certificado garante maiores chances de uma vaga no mercado de trabalho.

O estudo foi realizado pela Fundação Victor Civita (FVC) e Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), em parceria com o Banco Itaú BBA e a Fundação Telefônica Vivo. [Fonte: Terra]

5/31/2013

Brasil está perto de explosão no ensino online, avalia pesquisador

O Brasil vive o começo de uma explosão no ensino a distância. Essa foi a conclusão que Matt Small tirou da sua visita ao Brasil, no início de maio; ele é presidente da divisão internacional da Blackboard, empresa de tecnologia para a educação. “Tenho passado muito tempo pesquisando. Visitei universidades, parceiros e educadores brasileiros, e percebi que é um momento muito emocionante para o aprendizado online”, garantiu em entrevista ao Terra.
De acordo com dados do Censo EAD.Br: relatório analítico da aprendizagem a distância no Brasil de 2011, publicado pela Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), essa modalidade de ensino contou com 3,5 milhões matrículas em 2011, um aumento de 58% em relação ao ano anterior.
Para o americano, as instituições brasileiras estão cada vez mais conscientes de que o ensino a distância é essencial para o sucesso educacional do País. “Seria crítico verificar a demanda de estudantes crescendo – e nós vemos os índices populacionais subindo – e ela se sobrepor à capacidade do sistema educacional”, avalia.
Não é apenas colocar um software em um servidor e torná-lo disponível para estudantes e professores sem pensar na qualidade do curso e na pedagogia
Matt SmallPresidente da Blackboard
A essa nova postura das universidades brasileiras de levar a modalidade cada vez mais a sério, segundo ele, se deve o aumento da participação da Blackboard no Brasil. Desde 2011, a empresa, que tem parceria com a holding educacional Grupo A, cresceu 300% no País e, para Small, a tendência é que o aumento se repita este ano. “Muitas universidades brasileiras ainda não possuem programas de ensino online sofisticados, mas estão buscando novas soluções. Elas estão realmente investindo, capacitando professores para ensinar online”, analisa.
Small alerta, no entanto, que a mentalidade dos brasileiros a respeito do aprendizado online no ensino superior ainda deve evoluir, e não ser vista como uma questão meramente tecnológica, mas um modo de pensar a universidade na rede. Para isso, é importante que o primeiro passo parta das lideranças das universidades e que estas acreditem na modalidade.
“Não é apenas colocar um software em um servidor e torná-lo disponível para estudantes e professores sem pensar na qualidade do curso e na pedagogia. Se você não investe tempo para planejar, não há aprendizado”, enfatiza, destacando a necessidade de que se definam estratégias para a educação a distância (EAD) e sua didática específica.
De acordo com o censo da Abed, os principais obstáculos enfrentados na EAD foram a evasão de alunos, a resistência de educadores à modalidade, os desafios organizacionais para que instituições presenciais passem a oferecer ensino a distância e o custo de produção de cursos. Para o americano, isso é resultado de uma percepção errônea a respeito da EAD, que pode se referir a companhias que não usam corretamente o ensino online. “Há amplas evidências de que é preciso de um approach online, não basta transferir o que se faz em sala de aula para a rede”, reforça.
Para o americano, o Brasil está ficando “inteligente” em como tornar a modalidade eficiente, mas que muitas instituições ainda estão no começo do processo. “Não é difícil melhorar o ensino online, basta fazer dele um imperativo”, acrescenta. Small explica ainda que é necessário mudar a concepção que se tem em relação à educação a distância, uma vez que ela pode ser aplicada de diferentes formas, e um curso pode ou não ser integralmente online. “Há bons exemplos de universidades que têm cursos em sala de aula três vezes por semana e nos dois restantes os alunos respondem a testes online”, exemplifica, ao lembrar que nos Estados Unidos é comum que cursos tradicionais ofereçam parte de sua grade curricular na rede.
Small lembra, ainda, que o ensino online está em sintonia com a forma como as pessoas interagem com o mundo atualmente – música, filmes, livros, tudo pode ser encontrado na internet. Ele aponta, contudo, que a EAD não é diferente da educação tradicional, mas outra modalidade, e traz os mesmos benefícios, mas com uma vantagem: tornar o aprendizado mais eficiente, efetivo e acessível.[Fonte: Terra]

5/25/2013

Tecnologia digital não pode substituir pedagogia, diz pesquisador


Especialistas apontam para a necessidade de novas práticas de ensino que atendam as exigências da educação do século 21. Há aqueles que apostam nas tecnologias digitais como ferramentas indispensáveis capazes de endereçar essas demandas de ensino-aprendizagem. No entanto, outros estudiosos garantem que, ao mesmo tempo em que a chamada era digital democratiza a informação, ela também pode estar desprovida de objetivos formativos, colocando a informação apenas a serviço do mercado, da publicidade, do consumo.
Penso que as características de todo bom professor precisam ser identificadas a partir de sua base pedagógica. Não são as tecnologias digitais que as definem e nem apenas as demandas da escola do futuro
José Carlos LibâneoEspecialista em educação
Para o especialista em educação brasileira, José Carlos Libâneo, que palestrou na quarta-feira  na 20ª edição da Educar, em São Paulo, antes de propor qualquer adoção tecnológica em sala de aula, é preciso, primeiro, que os professores repensem como ajudar no desenvolvimento das capacidades intelectuais dos estudantes por meio dos conteúdos de suas disciplinas.
"Penso que as características de todo bom professor precisam ser identificadas a partir de sua base pedagógica. Não são as tecnologias digitais que as definem e nem apenas as demandas da escola do futuro", afirma ele, que é pós-doutor em Educação pela Universidad de Valladolid, da Espanha.
Libâneo aponta três características fundamentais para a prática docente: dominar a matéria que ensina, saber como ensinar os conteúdos e identificar as necessidades individuais de cada estudante. Essas condições, afirma, são importantes para atender às novas exigências educacionais, como: formar jovens com capacidade reflexiva, capazes de fundamentar e lidar criticamente com a informação e a produção própria de conteúdo utilizando a palavra, a imagem, o movimento, o hipertexto, etc.
No caso da primeira característica, o domínio do conteúdo que o docente leciona é imprescindível para a formação dos alunos. "Para um professor ensinar matemática aos seus alunos, por exemplo, ele precisa, primeiramente, e como condição absoluta, dominar o conteúdo. Nada feito sem saber o conteúdo que ensinará. É sumamente desejável que tenha uma cultura geral, ou melhor, uma cultura interdisciplinar", diz.
Além disso, o educador também precisa saber como ensinar, mais especificamente, como pode ajudar o aluno a entender a lógica mental por trás dos conteúdos da disciplina. "Ele precisa identificar na matéria as capacidades intelectuais (conceitos, ações mentais) mais importantes a serem desenvolvidas e propor atividades e experiências que estimulem, envolvam e melhorem a aprendizagem ativa e a compreensão dos alunos", assegura.
Por fim, é preciso identificar quem é o estudante ao qual leciona, principalmente seus motivos, seus objetivos subjetivos, a relação que ele tem com a matéria trabalhada. "É preciso saber em que contexto sociocultural e institucional 'João' vive, como esse contexto influi na sua aprendizagem e como esse contexto pode ser modificado. Entre essas práticas socioculturais incluem-se o contexto familiar, as foras de organização e funcionamento da escola, mas também o contexto das TICs."
"É necessário aos professores dominar a linguagem informacional, habilidade de articular as aulas com as mídias e multimídias, as lógicas e modos de lidar com o conhecimento das tecnologias."
De acordo com Libâneo, só a partir dessas tarefas, consideradas básicas, é que as tecnologias digitais podem desempenhar um papel mais assíduo na prática docente. "Como pedagogo, posso afirmar que as TICs  atuam no âmbito psíquico dos estudantes, na sua relação com os objetos de conhecimento, nas formas de percepção, expressão e comunicação com os outros", diz. "São inúmeros os benefícios. Elas ajudam a modificar as formas de aprender dos estudantes, seja definindo novas interações com os conteúdos, colocando os estudantes nas redes sociais, intervindo nas relações na sala de aula, entre outros."
No entanto, ele pondera que é impossível aceitar que a escola trabalhe com o uso  ferramental das tecnologias ou a partir de um currículo fixado apenas nas habilidades dissociadas do seu conteúdo e significado. "Elas (as tecnologias), dessa forma, praticamente não contribuem para o desenvolvimento das capacidades intelectuais e a formação da personalidade dos estudantes. É necessário o domínio da linguagem informacional, habilidade de articular as aulas com as mídias e multimídias, as lógicas e modos de lidar com o conhecimento das tecnologias", diz. [Fonte: Terra]

4/10/2013

SP: engenheiros criam plataforma que corrige provas para professores


Não basta planejar aulas ou fazer relatórios. É preciso - a cada fim de bimestre ou semestre - corrigir as dezenas de provas dos alunos. Quantos professores já não sonharam, como em um passe de mágica, terem suas avaliações corrigidas? Essa é a solução que a startup Pod (Plataforma Otimizadora de Correção de Provas) entrega aos educadores. Criada há um ano por jovens engenheiros da Poli/USP, ela já vem sendo usada como projeto piloto em quatro instituições - de ensino médio e superior - em São Paulo. 
A plataforma ajuda a otimizar o trabalho dos docentes ao corrigir automaticamente provas objetivas e facilitar a correção de avaliações discursivas, além de criar relatórios e gráficos que podem contribuir para estratégias pedagógicas das instituições. Ainda em fase embrionária, a ideia é que, em um futuro breve, a startup consiga realizar procedimentos de avaliação mais complexos, como corrigir uma prova de filosofia por meio de sistemas de inteligência artificial, que permitirá, além de ler o contexto de um texto digitalizado, ser capaz, inclusive, de avaliá-los virtualmente. 
A maioria das provas não é feita para os alunos, mas para os professores, que criam testes de múltipla escolha por conta da falta de tempo para corrigi-los
Miguel ChavesCofundador da Pod
"A maioria das provas não é feita para os alunos, mas para os professores, que criam testes de múltipla escolha por conta da falta de tempo para corrigi-los. Muitos deles adorariam fazer avaliações dissertativas, para identificar realmente o aprendizado do aluno", afirma o engenheiro Miguel Chaves, cofundador da Pod, que é também uma das oito selecionadas dentre mais de 70 inscritos para apresentar seus negócios durante a sessão Debate entre Empreendedores, Investidores e Especialistas no Transformar 2013.
O evento, realizado pelo Inspirare e Porvir, em parceria com a Fundação Lemann, acontece no dia 4 de abril em São Paulo, e pretende oferecer novas referências e apoiar a sociedade brasileira a continuar avançando no esforço de trazer a educação do País para o século 21.
Como funciona a ferramenta
Na prática, assim que os professores aplicam suas provas, um representante da startup é avisado. Ao chegar na instituição, por meio de um escâner, ele digitaliza as provas - cerca de 30 a 40 folhas por minuto - , abrigando-as, em seguida, na plataforma. Lá, as avaliações objetivas são corrigidas automaticamente - em até 24 horas -, enquanto as discursivas ficam à disposição dos docentes, que podem corrigi-las a partir de qualquer dispositivo conectado à internet.

Além disso, quando as provas são multidisciplinares, os professores de cada disciplina ou de uma questão específica são comunicados, podendo corrigi-las simultaneamente. "Essa solução contribui principalmente para automatizar trabalhos repetitivos, ajudando os professores a reverter o tempo que é gasto corrigindo provas em outras atividades, como no acompanhamento mais próximo de seus alunos", afirma. Atualmente, o serviço, que é pago, vem sendo realizado por meio de contratos semestrais com as instituições.
Outro diferencial da plataforma é a geração de relatórios, que podem, inclusive, ser enviados diretamente à escola ou aos pais dos alunos. A partir dos resultados das provas, por exemplo, é possível comparar a evolução de cada aluno ou das turmas nos diferentes bimestres do ano letivo. Em outro caso, as escolas podem também equiparar as notas dos estudantes com a média do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
"Daqui a três anos será possível implementar a inteligência artificial, permitindo que as provas digitalizadas possam ser lidas e, inclusive, avaliadas pela próprio sistema virtual", afirma Miguel Chaves.
De acordo com ele, a ideia é que a startup se torne uma empresa especializada em qualquer tipo de teste, além de contribuir para a massificação dessas ferramentas de avaliação - como acontece em grandes vestibulares, como Enem e Fuvest. "A Pod pretende acompanhar a evolução dos processos. No futuro, nosso sonho é corrigir automaticamente provas subjetivas, como uma redação de filosofia, por exemplo", diz ele, que desenvolve a startup ao lado dos amigos engenheiros Erik Miguel de Elias, Fábio Gusukuma e Diogo Dutra. [Fonte: Terra]

Plataforma dá feedback para educadores melhorarem aulas


Desenvolvida sobre os pilares interação, aprendizagem social e avaliação, a plataforma Edthena, disponível por enquanto somente no idioma inglês, tem como objetivo dar suporte ao “meio” e fornecer as “mensagens” para os educadores melhorarem as suas aulas. Se isso já faz lembrar o filósofo e educador canadense Marshall McLuhan, que cunhou a expressão “o meio é a mensagem” na sua tese central, muito mais do conceitual mcluhaniano pode ser identificado nesse espaço web à medida que se navega na plataforma.
A Edthena elege como ferramenta essencial o vídeo. Esse é o meio. Somente enviando um registro audiovisual para a plataforma, com o conteúdo de uma aula própria, o educador poderá receber feedbacks de outros educadores e de monitores credenciados na mesma rede. Os feedbacks podem começar a aparecer instantes seguintes ao upload. Essas são as mensagens. O coaching on-line, portanto, depende das interações feitas a partir do vídeo. Ainda focando McLuhan, no livro Revolução na Comunicação (1968) o pesquisador defendia que “a tarefa educativa não é fornecer, unicamente, os instrumentos básicos da percepção, mas também desenvolver a capacidade de julgamento e discriminação por meio da experiência social corrente”.
O professor disponibiliza a sua metodologia, “abre” a sua produção para outros profissionais em troca de dicas, de sugestões, de novos caminhos
No ambiente do Edthena, a experiência social é essencial para a percepção. Os retornos, ou “pitacos” de quem faz parte do universo “aulas”, fomentam a experiência do coaching on-line, a proposta central para o educador ali presente. Tudo se dá sob a moeda da troca. O professor disponibiliza a sua metodologia, “abre” a sua produção para outros profissionais em troca de dicas, de sugestões, de novos caminhos. Ao mesmo tempo, está ali igualmente credenciado para se colocar no papel de avaliador.
Mesmo com a dinâmica de rede social, o Edthena não se trata de um espaço de interações abertas. O educador que está ali sob avaliação faz parte de um grupo. A plataforma foi pensada para ser oferecida diretamente a instituições depois que o professor de ciências Adam Geller, o empreendedor responsável pelo projeto Edthena, constatou a falta de feedback de qualidade das instituições de ensino para os seus corpos docentes. Por isso são as instituições que pagam pelo serviço dependendo do número de usuários individuais que levem para o ambiente. “Eu fui inspirado a pensar sobre modelos de apoio que podem ajudar rapidamente um educador a melhorar [a sua atuação] mesmo em uma situação de recursos limitados”, disse Geller em entrevista ao blog EdTech Rising.
Fui inspirado a pensar sobre modelos de apoio que podem ajudar rapidamente um educador a melhorar (a sua atuação) mesmo em uma situação de recursos limitados
Adam Gellerresponsável pelo projeto Edthena
O modelo parece estar agradando. No primeiro ano de funcionamento, foram cerca de 20 mil horas de instrução registradas na plataforma, de acordo com dados fornecidos no próprio site da Edthena. A parceria com instituições como a Universidade de Washington e a organização não governamental Teach for America, da qual ele faz parte, reforçaram a atuação, que cresceu no segundo ano, quando mais de 25 mil horas de instrução já haviam sido registradas antes mesmo de a última mensuração para 2012 ter sido realizada.
Para a pesquisadora do Núcleo de Comunicação e Educação da ECA-USP e professora da disciplina “Produção coletiva de vídeo” no curso de pós graduação semipresencial Tecnologias na Aprendizagem (Senac-SP), Márcia Coutinho, a experiência coletiva, seja para a formação de educadores ou para a produção efetiva de um material para fins didáticos, carrega sempre muito potencial. Ela chama a atenção, porém, para a possibilidade de o conteúdo do vídeo, em casos de pouco conhecimento técnico do educador, ser criado, usado e até replicado de forma incipiente. “Mas até para essa evolução técnica pode ser que as opiniões trocadas no ambiente online colaborem”, diz Coutinho, que faz questão de frisar que não considera fundamental para o sucesso de empreitadas como a da Edthena que os usuários dominem a questão técnica.
“Em um trabalho colaborativo de formação, o que precisa estar claro para todos é o objetivo daquela formação e a metodologia, mas é óbvio que se tivermos um material audiovisual estático e conservador, não teremos o mesmo potencial de um material interativo”, avalia ela, que há mais de 10 anos forma, em ambientes online, professores e mediadores para o uso das tecnologias na educação.[Fonte: Terra]

3/18/2013

Jogar é o principal meio pelo qual aprendemos, diz diretor do MIT


Para especialistas, games devem ser aceitos dentro da escola




Crianças brincam com aplicativo de tablet em Londres: "temos que trazer isso para dentro das escolas" Foto: Getty Images
Crianças brincam com aplicativo de tablet em Londres: \"temos que trazer isso para dentro das escolas\" - Foto: Getty Images

Fazer um game não parece ser uma tarefa muito fácil para ninguém. Inserir dados educativos que, de fato, consigam ensinar os jogadores parece ser ainda mais complexo. Durante o SXSWedu, três especialistas deram algumas dicas que mostram que, apesar de difícil, desenvolver um jogo para ser usado na sala de aula não é impossível. Para tanto, é preciso ter em mente que, apesar de o jogo reunir diversos conteúdos, o professor precisará complementar aquela experiência do aluno com algumas informações. A ferramenta, porém, não pode ser um trabalho a mais para o educador, mas uma ajuda para sua aula. Acima de tudo, os games precisam ser divertidos.
Confira abaixo esses e outros conselhos de Katherine McMillan Culp, cientista de pesquisa sênior do Center for Children; Greg Chung, diretor adjunto de pesquisa e inovação do National Center for Research on Evaluation, Standards, and Student Testing (Cresst); Scot Osterweil, diretor de pesquisa de mídia comparativa no MIT.
1. Divertido, acima de tudo
“Se você não achar que aprender é divertido, você vai falhar. Esse é o desafio atual. Jogar é o principal meio pelo qual nós aprendemos, eu sempre começo um projeto pensando onde uma pessoa pode se divertir e jogar com esse conteúdo.”Scot Osterweil


2. O conteúdo não se esgota 
“Fizemos um game sobre um robô que precisa de luz solar e água para quebrar moléculas e gerar energia. Não é preciso dizer o que é fotossíntese e que a molécula é glicose no game, esse será o papel do professor. O game não precisa entregar todo o conteúdo. Os alunos jogam e o professor que vai explicar o que é glicose, a molécula etc. O game constrói a lógica e faz tudo isso fazer mais sentido.” ​Katherine McMillan Culp


(Os jovens) levam para o game algumas das habilidade do século 21, como a resolução de problemas, trabalho em equipe, e nós gostaríamos que eles tivessem esse mesmo pensamento na sala de aula
Scot Osterweil - diretor de pesquisa de mídia comparativa no MIT
3. Uma ajuda na vida do professor
“Quando desenho um game, penso que o professor já se preocupa com várias coisas e que o game tem que ser facilitador, tem que ajudar e que ele não precise ser comprometido com aquilo. Uma inversão interessante é chamar os alunos para aprender a jogar e desafiar eles a ensinarem os professores a jogar. Os professores não precisam saber jogar, eles podem aprender.” Scot Osterweil

4. A motivação de fora da escola dentro dela
“Estamos vivendo em um tempo em que os jovens estão jogando muito. Não quer dizer que eles estejam aprendendo muito, mas também não devemos pensar que todo esse tempo é desperdiçado. Eles levam para o game algumas das habilidade do século 21, como a resolução de problemas, trabalho em equipe, e nós gostaríamos que eles tivessem esse mesmo pensamento na sala de aula. Eles deixam isso lá fora, acham que a escola não tem nada a ver com essas questões. Temos que trazer isso para dentro das escolas.” Scot Osterweil

5. A importância do erro
“Um bom game dá oportunidades de falhas sem transformar o aluno em um perdedor. Quando ele para num ponto que não consegue avançar, ele vira para o amigo e pergunta: ‘Como eu passo dessa fase?’ Os professores devem aproveitar esse momento para ensinar algo de matemática que eles precisam saber para passar de nível. A oportunidade de errar é importante porque eles vão aprendendo com as dificuldades.” Greg Chung

6. A capacidade de adaptação
“Depois de 20 anos desenhado games, acho que gastamos muito tempo na frente da tela. O desafio das escolas também é pensar qual o formato terão acesso, se é uma tela digital, tablet, computador. Podemos usar uma pequena tela para grupos isso também pode ser bem interessante. Times competindo com outros times, por exemplo. Escolas com pouca tecnologia precisam pensar em outros formatos e o game precisa acompanhar essas adaptações.” Scot Osterweil

Se você quiser saber mais sobre aprendizado baseado em jogos, fique atento. Esses e outros debates sobre games na educação poderão ser conferidos no dia 4 de abril no Transformar 2013, evento promovido em parceria entre o Instituto Inspirare e a Fundação Lemann.[Fonte: Terra]

3/10/2013

Crianças aprendem mais cedo e deixam professores para trás




A grande problemática hoje seria como transformar a informação da internet em conhecimento, função que caberia ao professor


Não só as crianças hoje têm cada vez maior acesso a números e textos como elas desenvolvem a habilidade de formular ideias sobre essas informações muito antes do que se pensava. Estudos realizados pelas pesquisadoras argentinas Susana Wolman e Claudia Molinari indicam que essa capacidade de compreensão de dados pode se iniciar já aos três anos. A par disso, a Fundação Victor Civita (FVC), órgão que busca a melhoria da qualidade da educação básica no Brasil, tem refletido sobre as formas de aprimorar o ensino neste cenário de expansão tecnológica e amplo acesso das crianças à informação. E todas as respostas caminham para um ponto: a formação dos professores.
A formação dos professores precisa ser voltada à realidade das escolas, para a prática. Dessa forma, os profissionais poderão induzir os alunos a usarem a internet e outras tecnologias de forma positiva
Angela DannemannDiretora da Fundação Victor Civita
Diretora-executiva da FVC, Angela Dannemann considera que, como este é um fenômeno ainda recente, só será possível uma avaliação completa dos prós e contras quase irrestrito e constante à informação em alguns anos. A grande problemática hoje seria como transformar essa informação em conhecimento, função que caberia ao professor. Mas, de acordo com Angela, a formação dos educadores ainda não condiz com os novos paradigmas da sala de aula, impedindo que ele assuma esse posto. "A formação dos professores precisa ser voltada à realidade das escolas, para a prática. Dessa forma, os profissionais poderão induzir os alunos a usarem a internet e outras tecnologias de forma positiva", diz.
Uma pesquisa da fundação, realizada ainda no ano de 2009, que analisou o uso de computadores e da internet em escolas públicas de 13 capitais brasileiras, confirma que, já naquele ano, existia infraestrutura na maioria das escolas que possibilitaria fazer uso pedagógico dos computadores com alunos. "No entanto, a preparação de professores e gestores ainda é um problema", conclui o estudo.
Choque de gerações dificulta
Informação sempre houve. O que mudou é a forma como esses dados chegam às crianças, de forma mais rápida e menos filtrada, por meio, principalmente, da internet. Enquanto a nova geração já nasceu com smartphone no bolso e perfil no Facebook, a geração anterior ainda busca adaptação a essas novidades, aprendendo suas multifunções. O fato dos alunos iniciarem a vida escolar já estimulados pelo vasto acesso à informação transforma a cultura de ensino do "um para todos" para uma lógica colaborativa, na qual o professor trabalha como um mediador da informação, organizando e qualificando os conteúdos em questão. "A tecnologia é mais colaborativa, e com isso se tem um ganho muito grande", analisa o psicólogo Adriano Gosuen, especializado em Educação e Direitos da Criança e do Adolescente.
 "Os alunos podem ensinar o professor a criar um blog para a turma, mas é o professor quem deve mediar o conteúdo ali disposto", salienta Gosuen. Para ele, com a apropriação por parte dos alunos de novas tecnologias, é preciso que a escola mude a forma como ela se vê em relação à criança. "A escola tem de ensinar aos alunos como lidar com as informações recebidas; ensiná-los a ter uma leitura crítica", diz.
Maria Helena Silveira, 43 anos, mãe de Marcelle, 15 anos, e Maria Clara, 6 anos, considera positiva a adaptação das escola às novas tecnologias, afinal, as crianças já chegam à idade escolar com habilidades nessa área. Cabe à escola oferecer meios para que a criança faça um bom uso delas. "Se a escola disponibiliza material via internet, facilita a vida dos alunos: grupos podem trabalhar online, evitando saídas e encontros na rua", diz Maria Helena, salientando a questão da segurança.
A mãe conta que Maria Clara, que frequenta o 1º ano do ensino fundamental, já possui um tablet e apresenta grande facilidade no manuseio de aparelhos tecnológicos. "Quando eu encontro dificuldades no celular, ela que me ensina a mexer", diz. [Fonte: Terra]

Faça Cursos 100% Gratuitos:

Estude a Bíblia Agora!

Estude a Bíblia Agora!
Cursos e Estudos Bíblicos Gratuítos

Mais Postagens: